Internacionalista por vocação, Tatiana Farah Cauville construiu uma trajetória marcada pela ponte entre o Brasil e o mundo. Membro do Conselho de Internacionalização da Enterprise Europe Network Brasil - EEN, do Business Council do WTC.

Internacionalista por vocação, Tatiana Farah Cauville construiu uma trajetória marcada pela ponte entre o Brasil e o mundo. Membro do Conselho de Internacionalização da Enterprise Europe Network Brasil - EEN, do Business Council do WTC de Ribeirão Preto e da Organização Brasileira de Mulheres Empresárias, sendo referência em inovação e internacionalização de empresas. Nesta entrevista que abre o quadro “EEN Brasil em Foco”, Tatiana fala sobre como conectar ecossistemas locais a redes globais de conhecimento — e por que Ribeirão Preto pode ser muito mais do que a capital do agronegócio.

Tatiana, como você descreveria sua trajetória até aqui?

Desde o início da minha trajetória como internacionalista, tenho focado no desenvolvimento de estratégias para a internacionalização e na promoção da inovação e transferência de tecnologia, visando fortalecer a competitividade de empresas e instituições. Entre os projetos de maior impacto, destaco o desenvolvimento de um mindset global e o fomento a culturas de negócios internacionais, além de reestruturações organizacionais para a implementação estratégica de P&D – como a implementação dos Institutos SENAI de Inovação.
 
Mais recentemente, na CNI (Confederação Nacional da Indústria), que faz parte inclusive do Consórcio Brasileiro da EEN, atuei diretamente na promoção comercial e de investimentos, sempre sob o lema de levar mais Brasil ao mundo.
 
Hoje, além de atuar como conselheira em diversas instituições, tenho a honra de compor o conselho do Business Club do World Trade Center (WTC) Ribeirão Preto. Trata-se de uma iniciativa pioneira para a região — uma das mais dinâmicas do país — com o propósito de conectar setores estratégicos como agronegócio, saúde, real estate e varejo. Ribeirão Preto consolidou-se como um robusto hub de pesquisa, potencializado por centros universitários de excelência e ecossistemas vibrantes para startups.

Qual é, na sua visão, o papel concreto da EEN para as empresas brasileiras?

A EEN tem sido uma catalisadora de Inovação Aberta, facilitando rodadas de negócios internacionais e missões técnicas para hubs globais. Essas ações permitem que nossas empresas não apenas exportem produtos, mas também absorvam fronteiras de conhecimento em processos de gestão e tecnologias sustentáveis. O benefício central é a redução da distância entre o conhecimento acadêmico e o mercado. Ao acessar o consórcio, a empresa obtém um "selo de confiança" e o suporte de uma rede de especialistas que mitiga riscos inerentes à expansão global.

A EEN Brasil atua como o tecido conectivo desse ecossistema. Modernizamos essa integração por meio de plataformas digitais de matchmaking.

Quais são os próximos passos ou projetos que o consórcio tem planejado, e como a WTC pretende contribuir para esses objetivos?

Em um futuro próximo, espero poder conectar a EEN com Ribeirão disponibilizando às empresas da região nossa plataforma de P&D com alcance em mais de 60 países. Podemos apoiar na quebra de silos, unindo startups, grandes indústrias, universidades e investidores em uma governança colaborativa. Ribeirão Preto se destaca por esse ecossistema maduro — exemplificado pelo Supera Parque, referência em biotecnologia, e pelo peso institucional da USP — garantindo que a inovação ocorra de forma fluida e alinhada às macrotendências globais de ESG e Transformação Digital.
 
Nesse cenário, o Business Council do WTC Ribeirão Preto funciona como uma ponte física e relacional, utilizando nossa rede global para atrair investimentos estrangeiros diretos e promover o soft landing de empresas internacionais. Nosso objetivo é claro: consolidar Ribeirão Preto não apenas como a capital do agronegócio, mas como um celeiro global de soluções tecnológicas sustentáveis.
 

Fonte: Assessoria de imprensa

Data de publicação: 15/04/2026